Período antigo
Fundação de Moscovo
No início do século XII o estado "Kievskaya Rus'' dividiu-se em mais de uma dúzia de principados. Uma região no Nordeste russo entre os rios Volga e Oka, celebre pelas suas terras férteis e bem protegida pelos bosques dos assaltos das tribos nómadas, foi governada pelo príncipe Yury Dolgoruky (Yury-de-maos-longas). Ele construiu várias cidades e fez alianças com os vizinhos. Em 1147 ele convidou seus vizinhos para uma aldeia fronteiriça, "Moscovo", onde eles celebraram a vitória sobre os inimigos. Esta data ficou considerada como a data da fundação de Moscovo. Em 1156 em Moscovo foi construída a primeira fortaleza de madeira, que depois transformou-se numa das maravilhas do mundo - o Kremlin de Moscovo.
Jugo tártaro
Em 1237 a Rússia foi invadida pelas tribos dos tártaros - mongóis. Esmagando a forte resistência das cidades separadas russas as hordas de mongóis avançaram para o interior do país destruindo tudo o que foi construído durante os séculos de trabalho. O jugo tártaro durou cerca de 250 anos, dominando a vida política e cultural russa. A vitória dos russos unidos, chefiados pelo Príncipe Dmitry Donskoy, sobre as tropas tártaras, em 1380, foi o marco crucial para o fim do jugo. Mais de dois séculos foram necessários para reerguer a Rússia das cinzas.
O Renascimento russo
A partir da segunda metade do século XIV começa a renascimento russo. Começou a reconstrução do Kremlin, que deveria expressar as ideias da união e da potencia do Estado russo. Em 1471 começou a se erguer uma nova catedral, "Uspensky". Sua arquitectura acumulou as velhas tradições russas e as técnicas da arquitectura italiana da época renascentista. As maciças cúpulas de ouro fizeram lembrar a potencia e união das terras russas. Uma das maravilhas do mundo é a Catedral Pokrovsky, erguido na Praça Vermelha pelos mestres Barma e Postnik. A catedral é constituída de 9 igrejas ímpares, reunidas em torno de um pavilhão.
A época do Pedro O Grande
A Rússia tradicionalmente introvertida e auto-suficiente deu passo
gigante nas áreas económica, política, da política
exterior, social e cultural, bem como nas reformas radicais do seu exército,
na época do Pedro O Grande.
Até o final do século XVII a Rússia não tinha
nem frota mercante, nem Marinha. Estava isolada dos mares Negro e Báltico,
o que dificultava o seu relacionamento com a Europa. Em 1672 Pedro I subiu
ao trono de czar da Rússia. Foi ele quem desempenhou um dos mais importantes
papéis na história russa. Pedro I foi o primeiro a entender
a importância da Marinha e mandou várias delegações
russas para aprenderem a arte de navegar nos mares da Europa. Ele foi o fundador
das tropas regulares, sofisticou sua organização e logística.
A
vitória na Guerra do Norte (1700-1721) garantiu à Rússia
o acesso ao Mar Báltico, pelo que lutou durante muitos séculos. "A
janela para o Ocidente" estimulou as actividades diplomáticas
e beneficiou as parcerias, principalmente com os países da Europa
Ocidental. Expandindo e desenvolvendo os seus territórios em direcção
Norte, ao redor do rio Volga, montes Urais e além dos Urais, na Sibéria
e na costa do Oceano Pacífico a Rússia tornou-se Império.
No
início do século XIX o Império Russo fez parar e
fugir o exército - invasor do Napoleão I, Imperador francês,
fato que entrou na história russa com o nome de Guerra Patriótica
de 1812.
Depois da abolição da escravatura em 1861 que existia na Rússia
desde século XVI começou o desenvolvimento impetuoso da economia.
Nas últimas décadas do século XIX registrou-se forte
crescimento de manufacturas, empresas privadas, bancos e comércio.
No mesmo período as disparidades sociais alcançaram o seu clímax
e o descontentamento com governo foi muito generalizado.
A Guerra Mundial
de 1914-1918 diminuiu o potencial da economia da Rússia
até o mais baixo nível, exauriu os recursos materiais e financeiros
do país.
Período socialista
Em Outubro de 1917 os "bolcheviques" (quer dizer - "representantes
da maioria") do Partido Social-Democrático de Trabalhadores da
Rússia chefiados por Vladimir Lenin conduziram a Rússia à Grande
Revolução Socialista. O objectivo da revolução
era a eliminação da injustiça social e a criação
de uma sociedade que deveria evoluir para comunismo.
Juntamente com vários países vizinhos a Rússia formou,
em Dezembro de 1922, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Durante os 31 anos seguintes o país foi governado pela elite do partido
de "bolcheviques" encabeçada por Joseph Stalin. Stalin com
a elite bolchevique impôs o totalitarismo, usurpando todo o poder na
URSS. O totalitarismo vitimou milhões de pessoas inocentes e dizimou-as
em campos de trabalho e morte. A maioria dos dirigentes do Exército
Vermelho, das Forças Armadas soviéticas, foi submetida a repressões,
o que feriu gravemente o potencial defensivo do país. Apesar do terror
político e da arbitrariedade, a industria estava se modernizando rapidamente,
aumentando o potencial bélico e o peso do país nos processos
decisórios internacionais.
Em 1941 as tropas da Alemanha nazista atacaram
a União Soviética.
Os nazistas durante os dois primeiros anos da Segunda Guerra Mundial já tinham
conquistado a maior parte da Europa. Em tempo muito curto o país recolheu
todas as forças físicas e morais para rechaçar o inimigo.
A valentia dos soldados, as habilidades dos generais e esforço máximo
de cada cidadão contribuíram para a capitulação
da Alemanha em Maio de 1945. A guerra causou 27 milhões de vítimas
dos cidadãos soviéticos.
A ideia socialista atingiu o seu topo
nos anos 60, começando depois
o declínio, a estagnação e a crise. A economia dirigida
pela burocracia comunista permaneceu em banho-maria graças às
injecções de capitais provenientes das exportações
de recursos minerais como petróleo e gás natural. As despesas
militares abalaram o orçamento estatal e influenciaram o crescimento
desproporcional do ramo militar da indústria. Muitas ideias construtivas
que apareciam nos círculos económicos foram rejeitadas. Todos
os aspectos da vida da sociedade inclusive a política externa, foram
inseridos em apertados moldes ideológicos. Em meados dos anos 80 o
país enfrentou a necessidade das reformas radicais nas áreas
económica, social e política.
Michail Gorbatchev, Secretário General do Partido Comunista, que
tornou-se o primeiro e último Presidente do URSS, começou a
reformar a sociedade. Entretanto, as reformas não foram fáceis.
A economia entrou em crise, a inflação subiu, varias forças
políticas saíram em confrontação, cresceu a tensão
social, estouraram os conflitos étnicos. A União Soviética
mostrou a sua incapacidade de resolver esta crise global. Assim, o acordo
assinado em 1991 pelos líderes das três maiores republicas soviéticas
- Rússia, Ucrânia e Bielo-Rússia - declarou o final da
União Soviética. A Rússia passou a ser a herdeira de
todos activos e passivos da URSS
Período actual
Boris Yeltsin, primeiro Presidente de Rússia, assumiu a responsabilidade
de revitalizar as reformas da sociedade russa. A partir da sua eleição
ganhou força a privatização, a iniciativa privada começou
a dominar nas áreas de produção, comércio, bancos
e serviços. A inflação passo a passo foi controlada,
e o PIB registrou as primeiras tendências positivas. Na sua mensagem à Assembleia
Federal do ano de 1996, o Presidente Yeltsin fez uma análise dos resultados
das reformas. Entre os quais destacou:
- foi evitada a desintegração do país, e impedidos o
caos e a guerra civil;
- foram criados os fundamentos constitucionais do Estado de direito;
- começou a formar-se a estrutura do verdadeiro Estado federal, com
um lugar digno na comunidade mundial;
- consolidou-se a orientação da economia russa ao mercado e
aumentou a potencia económica da Rússia;
- as reformas foram feitas sem repressões ou destruição
da oposição política pela primeira vez na história
da Rússia.
Entre os factores negativos foram indicados a falta de experiência
na área da economia de mercado, fraqueza das novas relações
industriais, precariedade dos mecanismos da promoção comercial,
as diferenças sociais gritantes, queda do nível de vida da
maioria da população, problemas étnicos e o alto nível
da criminalidade.
Entretanto, apesar das dificuldades sentidas pela maior
parte da população,
o povo russo vê nas reformas a esperança numa economia efectiva
e nível de vida decente. As reformas sociais removeram as razoes para
confrontações políticas e ideológicas com os
outros países, deram à Rússia a oportunidade de se unir
ao sistema económico mundial e contribuir significativamente para
desenvolvimento da relações vantajosas entre as caçoes
do mundo.
26 de Março de 2000 foi eleito o novo Presidente
da Federação
Russa Vladimir Vladimirovitch Pútin. Tomou posse o dia 7 de Maio de
2000.